Para aqueles que não conhecem meu trabalho e estão vendo pela primeira vez as minhas previsões, lhes digo: não tenho bola de cristal, porém o Grupo Index está em contato diário com todo o mercado, levantando dados, fazendo análises, montando estratégias e conversando com os mais importantes empresários de nosso setor. Esse trabalho me credencia a “arriscar” algumas previsões sobre o que poderá acontecer no futuro próximo!

A economia e o mundo dos negócios são dinâmicos, tudo muda dia após dia, por isso os fatos que suportam meus palpites podem se alterar rapidamente. Se isso acontecer e eu errar redondamente, fique à vontade para dar risada, comentar e zoar com a minha cara, afinal, a minha décima primeira previsão é:

“Em 2026 eu estarei ainda mais próximo dos meus mais de 10 mil seguidores!” 

E essa previsão eu lhes garanto que vai se concretizar!

Boa leitura!  

  1. A economia vai ajudar ou atrapalhar?

Segundo o Banco Mundial, teremos uma desaceleração geral da economia mundial em 2026: os países emergentes devem crescer 4,0% enquanto que em 2025, cresceram 4,2%. Se excluirmos desta lista a China (prevista para crescer 4,4%), a previsão cai para 3,7%.

O Brasil neste cenário deverá crescer apenas 2,0% em 2026, após bater 2,3% no ano de 2025 (e superar a expectativa do Banco Central, de 2,0%).

É ano eleitoral, né? Que medo! Tradicionalmente a economia oscila bastante em anos eleitorais, sobretudo se o atual presidente for candidato, o que pode interferir nas políticas fiscal e monetária de seu último ano de mandato.

O comportamento do dólar (pra variar) derrubou as previsões de economistas em 2025, pois tivemos um movimento de fortalecimento do real ao longo do ano, causado sobretudo por fatores externos. Para 2026, especialistas apontam alta volatilidade da moeda americana (para variar, novamente) com tendências à desvalorização e manutenção na casa de R$ 5,50.

  1. E o ambiente de negócios para o setor florestal no Brasil?

Ano eleitoral, como já disse, é marcado por volatilidade econômica. A cada nova fofoca eleitoreira, o mercado dá um salto, às vezes de medo, às vezes de euforia. 

Esse não é um ambiente ideal para negócios.

Os investidores nacionais são mais preocupados com questões políticas e econômicas de curto prazo: juros altos e baixo crescimento econômico.

Por outro lado, o Grupo Index tem visto nos últimos meses um crescente interesse de investidores estrangeiros buscando negócios no setor florestal brasileiro, o qual deve continuar em 2026. 

A razão? Diferentemente do investidor nacional, o investidor estrangeiro busca olhar o longo prazo e se preocupa menos com as “lombadas” do caminho.

  1. Diante da situação econômica global, como será o mercado de madeira?

Sabemos que o uso da madeira em longo prazo só irá crescer. Segundo a FAO, a demanda por produtos de madeira sólida e fibra celulósica, em substituição a materiais não renováveis, pode aumentar para 272 milhões de m³, até 2050. 

Em 2025 boa parte do setor florestal tomou (e continua tomando) uma surra por conta da imposição das tarifas norte-americanas. Acredito que essa situação será resolvida ao longo do primeiro semestre, dando vazão à uma demanda reprimida (ou melhor, uma “oferta reprimida”), impactando o preço da madeira e de ativos florestais. 

O limão chamado Europa, que surgia no horizonte como uma grande ameaça por conta de sua legislação anti-desmatamento, pode se tornar uma limonada com o acordo UE – Mercosul. A criação da maior área de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, poderá fazer com que as exigências anti-desmatamento da EUDR sejam revisadas, para não interferir no acordo. 

  1. E então como ficam as exportações dos produtos de base florestal?

As exportações de produtos sólidos de madeira deverão se recuperar. A queda nas tarifas impostas pelo principal cliente, os Estados Unidos, aliada à demanda por madeira sólida deste mesmo país, promoverão um boom nos negócios! 

Oxalá!

Independentemente do fim do tarifaço, as empresas abrirão mais a cabeça em 2026 para potenciais novos compradores, reduzindo assim o risco de colocar todos os ovos na cesta americana. O processo de abertura de novos mercados não é simples, porém pode compensar o risco (imenso) que assumimos ao depender de apenas um comprador. 

E a celulose? 

Mesmo com o aumento da produção local, a China importou volume recorde de celulose fibra-curta do Brasil em 2025 (celulose de Eucalipto) e o Brasil registrou recorde de produção e exportação. Esse cenário deve se repetir em 2026, porém o país deve diversificar  destinos com destaque ao crescimento nos EUA (convém lembrar que a celulose brasileira está fora do tarifaço) e um possível aumento no mercado europeu, a partir do acordo UE-Mercosul (esse sim, abrange a celulose).

  1. Falando em celulose: teremos novidades vindas da indústria de celulose (“o urso”)?

Embora a indústria de celulose tradicionalmente seja a minha maior fonte de “breaking news”, diante do cenário econômico mundial e nacional, não espero nenhuma novidade em termos de novos players e/ou novas plantas no Brasil.

Isso não quer dizer que não teremos nenhuma notícia bombástica!

Temos hoje diversos projetos de novas fábricas nas mãos de grupos, alguns ainda sem clareza sobre a equação financeira do empreendimento e, do outro lado da mesa, grupos com apetite e dinheiro. Não me surpreenderia se em 2026 tivermos uma dança das cadeiras nos proprietários dos projetos. 

Ah! E quem não sabe porque eu chamo a celulose de “urso”, me procura após o expediente que eu conto a piada…

  1. O consumo de biomassa para energia vai aumentar (e muito!)

Essa previsão você já sabia! Eu dei spoiler em dezembro!

Estamos na segunda semana de janeiro e, somente nestes 15 primeiros dias de 2026, recebi três pedidos de proposta de estudo de mercado de biomassa em diferentes regiões do país.

Qual é a razão de tamanho interesse? A biomassa é um combustível neutro em emissões de gases de efeito estufa. Em um mundo cada vez mais focado na descarbonização da economia, a biomassa sai de trás das cortinas para ocupar a posição central do palco! E nesse cenário, o principal segmento consumidor é, sem dúvida, o mercado de etanol de milho, cuja produção depende de uma fonte de calor externa: o nosso protagonista, a biomassa.

Os números deste segmento impressionam: na safra de 2018/19 o Brasil produziu 0,8 bilhão de litros de etanol, enquanto que na safra 2023/24 esse número saltou para 8,2 bilhões de litros, ou seja, uma produção 10 vezes maior. Analistas apontam um aumento de 20 a 25% da produção de 2026, em relação à safra passada e diversos novos projetos vêm sendo anunciados para este e os próximos anos.

2026 mal começou e já temos breaking news deste segmento: a Inpasa anunciou uma nova planta de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

Vai ter madeira para todo mundo?

  1. Então… Vai ter madeira pra todo mundo em 2026?

Não, não vai. Sabemos disso.

E o que temos que fazer?

Plantar? Sim, essa é a resposta óbvia, sobretudo para atender às demandas de regiões “não florestais”, como o agronegócio na região centro-oeste, sobretudo Mato Grosso. 

O desafio não é pequeno. 

Para desenvolver a base florestal em novas fronteiras temos uma série de obstáculos, dos quais eu destacaria o principal deles: organização da produção e acesso ao crédito pelo pequeno e médio produtor!

Para resolver esse problema, é preciso inovar e democratizar o acesso à tecnologia.

  1. Falando nisso… a tecnologia alcançará todos os elos da cadeia produtiva florestal e empresas de diferente portes

A tecnologia não é mais uma tendência, mas uma necessidade. O aumento dos custos de gestão de florestas e redução da margem de lucro obrigará as empresas a olharem soluções tecnológicas visando aumentar sua eficiência operacional e atrair crédito. 

Não é à toa que o Grupo Index se uniu à startup ForesToken para trazer ao mercado o ecossistema tecnológico EyeForest, desenvolvido justamente com o objetivo de aprimorar a gestão florestal no Brasil e aproximá-la do mercado financeiro. 

Como diz Rodrigo de Almeida, CEO da ForesToken, a nossa missão é “transformar a floresta em dados, e os dados em negócios”.

O EyeForest oferece uma solução completa e customizável para promover essa revolução. Ah, e o mais importante: acessível a todos, pois não custa um penta-trem cheio de eucalipto!

  1. O mercado de carbono trará oportunidades ao setor? Sim, atraindo empresas sérias e, infelizmente, oportunistas!

Mesmo com alguns percalços pelo caminho, o mundo continua a busca por soluções que promovam a descarbonização da economia com o menor custo possível.

Nessa arena, as florestas surgem como uma ferramenta ideal e o Brasil é, sem dúvida, o país melhor posicionado para se tornar a grande potência mundial de Nature Based Solutions (NBS). Muitos clientes do Grupo Index estão percebendo esse potencial e criando grandes negócios.

Porém, com o crescimento deste mercado, crescerá também em 2026 o número de “especialistas” que irão se aproveitar da falta de conhecimento do assunto pelos produtores rurais e florestais.

Os projetos de crédito de carbono são extremamente complexos e restritos a situações específicas! Portanto, sugiro que você pesquise a idoneidade técnica de quem está oferecendo abrir as portas desse “mercado bilionário” e entenda se  você está diante de um consultor ou de um picareta!

“Mas a grana vai vir fácil, Marcelo!”

Pior ainda. Desconfie.

  1. Em 2025 o Coritiba se consolidará como um dos grandes times do futebol brasileiro

Após passar por um curto e divertido período na série B, o Glorioso Verdão Coxa-Branca do Alto de Tantas Glórias voltou ao lugar que lhe é de direito: a elite do futebol brasileiro, de onde não sairá mais!

Em 2026 faremos uma campanha sólida e eficiente, beliscando vaga para um torneio internacional e mostrando ao Brasil que o maior time de futebol do Paraná tem as cores verde e branca!

Fale com a gente. Transforme sua floresta em dados. E seus dados, em contratos globais: https://conteudos.eyeforest.com.br/lp-eyeforest-artigos

About The Author